As ações da Braskem (BRKM5) caíram 11% nesta quinta-feira (12) após rumores no mercado apontarem que a empresa estaria relacionada a um atraso no pagamento de R$ 3,6 bilhões ao Banco do Brasil. Apesar da forte desvalorização no dia, os papéis da companhia ainda acumulam alta superior a 25% no ano.
O valor foi mencionado pelo banco estatal em seu balanço do quarto trimestre e no consolidado de 2025. Segundo a instituição financeira, a inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,17%, ante 4,51% no trimestre anterior e 3,16% no mesmo período de 2024.
De acordo com o Banco do Brasil, o aumento do índice foi impactado por um caso específico na carteira de títulos e valores mobiliários (TVM) de uma empresa do segmento Atacado, no montante de R$ 3,6 bilhões. Sem considerar esse caso isolado, o indicador teria ficado em 4,88%.
Após a divulgação dos dados, veículos como Folha de S.Paulo e Broadcast noticiaram que a empresa envolvida seria a Braskem. Segundo as publicações, o débito teria sido regularizado em janeiro deste ano.
Mais cedo, um executivo do Banco do Brasil informou que a operação foi repassada a um fundo de uma “gestora de situações especiais”, o que reforçou as especulações no mercado financeiro.
Em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira, a Braskem negou que tenha qualquer dívida em aberto com o banco e afirmou que mantém suas obrigações financeiras regularizadas.
O episódio gerou volatilidade no mercado e colocou a companhia no centro das atenções dos investidores, em meio a um cenário já sensível para o setor petroquímico.







