De acordo com o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini, o aumento da demanda por bens e serviços do exterior foi um dos principais motivos para esse resultado. A balança comercial e a conta de serviços foram afetadas, contribuindo para o saldo negativo nas transações correntes.
O superávit comercial teve uma queda de US$ 26,1 bilhões, principalmente devido ao aumento das importações. Além disso, o déficit em serviços também aumentou em US$ 9,8 bilhões. No entanto, houve uma redução no déficit de renda primária e um aumento no superávit de renda secundária, compensando parcialmente os resultados.
Apesar da reversão na tendência de redução do déficit a partir de março de 2024, o déficit externo do país está sendo financiado por capitais de longo prazo, principalmente por investimentos diretos no Brasil. O fluxo de investimentos de boa qualidade resultou em um estoque recorde de US$ 1,5 trilhão.
A balança comercial fechou o ano com um superávit de US$ 66,218 bilhões, resultado de exportações de US$ 339,847 bilhões e importações de US$ 273,629 bilhões. Já o déficit na conta de serviços aumentou em 24,7% em comparação com 2023, chegando a US$ 49,707 bilhões.
Os investimentos diretos no país subiram 13,8% em 2024, alcançando US$ 71,070 bilhões. Esse tipo de investimento é fundamental para cobrir o déficit em transações correntes e é considerado a melhor forma de financiamento devido ao seu caráter de longo prazo e impacto positivo no setor produtivo.
Com isso, as contas externas do Brasil em 2024 refletem um desequilíbrio que precisará ser monitorado e gerenciado para garantir a sustentabilidade econômica do país no cenário global.





