ECONOMIA – Brasil Registra Criação de 85.147 Vagas de Emprego em Outubro, Abaixo do Nível de Setembro e com Impactos Econômicos Visíveis

Brasil Registra Criação de Mais de 85 Mil Empregos em Outubro, Apesar da Queda em Relação a Setembro

O mês de outubro trouxe um alento para o mercado laboral brasileiro, que marcou a criação de 85.147 novos empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com 2.271.460 admissões e 2.186.313 desligamentos, o saldo positivo indica uma saudável movimentação no mercado, mesmo que a comparação com setembro mostre um recuo significativo, já que no mês anterior foram gerados 213.002 postos de trabalho.

No acumulado dos últimos doze meses, de novembro de 2024 a outubro de 2025, o Brasil acumula a criação de 1.351.832 empregos. Esse número, no entanto, apresenta uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve 1.796.543 novas vagas. Isso sugere que, embora o fechamento de outubro tenha sido positivo, o ritmo de criação de empregos tem mostrado uma desaceleração.

Analisando setores, os dados revelam que apenas dois dos cinco grandes agrupamentos apresentaram resultados positivos. O setor de serviços foi o protagonista da criação de empregos, com 82.436 vagas, seguido pelo comércio, que adicionou 25.592 postos. Por outro lado, a indústria, a construção civil e a agropecuária enfrentaram dificuldades, com quedas de 10.092, 2.875 e 9.917 vagas, respectivamente.

Geograficamente, 21 dos 27 estados brasileiros registraram saldos positivos em empregos. São Paulo liderou em números absolutos, com a criação de 18.456 vagas, seguido pelo Distrito Federal e Pernambuco. Em termos proporcionais, destaque para o Distrito Federal, que registrou um crescimento de 1,5% nas contratações.

O salário médio de admissão em outubro foi de R$ 2.304,31, uma leve alta em relação ao mês anterior. Mulheres lideraram as contratações, respondendo por 65.913 dos novos postos, contra 19.234 dos homens. Os jovens de 18 a 24 anos foram os mais beneficiados, representando 80.365 das contratações.

Contudo, a análise não é totalmente otimista. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribui a desaceleração nas contratações à manutenção da taxa de juros elevada pelo Banco Central. Ele enfatiza a importância de ponderações sobre a política monetária em relação ao crescimento econômico, alertando que a desaceleração pode inibir investimentos futuros. Com uma economia fragilizada por juros altos, o ministro sugere que é chegada a hora de o Banco Central considerar uma redução nas taxas, com o objetivo de estimular um ambiente mais propício aos negócios e, consequentemente, à geração de empregos.

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