A declaração de Alckmin ocorre após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais tarifas anteriormente impostas por Trump com base em decretos de emergência, afirmando que apenas o Congresso teria autoridade para criar tais tributos. Com a anulação de parte do que ficou conhecido como “tarifaço”, que incluía alíquotas de até 50% para produtos brasileiros, o governo brasileiro vê uma oportunidade para expandir suas relações comerciais.
O ministro descreveu a decisão da Corte como “muito importante” para a economia nacional, apontando que a redução das tarifas abre espaço para um comércio mais robusto entre os dois países. Antes, 37% das exportações brasileiras enfrentavam restrições, mas esse número caiu para 22% após diplomáticas negociações. Para Alckmin, a nova tarifa global de 10% não prejudica a capacidade competitiva do Brasil, uma vez que se aplica universalmente.
Ele também enfatizou que enquanto setores como máquinas, motores, madeira e frutas podem ser beneficiados com a diminuição das barreiras comerciais, produtos estratégicos como aço e alumínio ainda enfrentam incertezas devido à Seção 232 da legislação americana, que permite a imposição de tarifas a importações consideradas ameaças à segurança nacional.
Por fim, a recente derrubada das tarifas pode ter um efeito positivo nas exportações brasileiras e contribuir para a diminuição de pressões inflacionárias nos EUA, ao tornar produtos importados mais acessíveis. Especialistas projetam que isso pode impactar o fluxo de investimentos e a valorização da moeda brasileira, refletindo em mudanças econômicas significativas. Contudo, Trump insinuou que buscará alternativas legais para manter sua política tarifária, reafirmando o compromisso com a proteção da indústria americana.
