A parceria é parte de uma missão oficial da Fazenda à China, cuja meta é fortalecer a cooperação financeira, atrair novos investimentos e avançar em questões relacionadas à transição ecológica. Com essa integração, investidores chineses terão acesso a informações essenciais sobre o mercado brasileiro, como cotações de ativos, índices de mercado, estatísticas de negociação, dados de referência e séries históricas. De acordo com a Fazenda, essa medida tem o potencial de reduzir a distância entre investidores e as oportunidades disponíveis no Brasil, facilitando a análise e decisões de alocação de recursos.
Em declarações prévias ao evento em Xangai, Durigan destacou que a iniciativa reforça a transparência do Brasil como um destino atrativo para os investimentos internacionais. Ele enfatizou que o país vem se estabelecendo como um ambiente seguro e dinâmico para o capital estrangeiro, e a integração dos dados da B3 à plataforma financeira chinesa cria uma ponte que pode facilitar uma participação mais ativa dos investidores asiáticos no crescimento econômico do Brasil.
O governo brasileiro acredita que o maior acesso às informações sobre o mercado nacional pode diversificar as fontes de financiamento da economia e aumentar a presença de investidores chineses. A expectativa é que essa integração contribua para o fortalecimento da cooperação financeira entre os países, ampliando o fluxo de capital para setores estratégicos.
A missão de Durigan à China, que se estenderá até sexta-feira, 26 de outubro, abrange discussões sobre financiamento sustentável, emissão de títulos conhecidos como Panda Bonds, e a promoção de iniciativas como o Programa Eco Invest Brasil. O governo visa mobilizar recursos para projetos que promovam a transformação ecológica e fortalecer as cadeias produtivas no Brasil.
Além disso, a agenda do ministro inclui encontros com instituições financeiras e a participação em eventos que discutem o papel das finanças sustentáveis na relação entre Brasil e China. Na tarde do mesmo dia, Durigan encontrou-se com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff, em Xangai, onde também são discutidos investimentos e inovação.
Essa missão oficial promete não apenas abrir novas avenidas de investimento, mas também modernizar as relações institucionais entre Brasil e China, fortalecendo a integração das cadeias de valor e trazendo à tona oportunidades promissoras para ambos os países.





