ECONOMIA – Brasil entra em organismos internacionais para fortalecer transição energética e cooperação petrolífera, segundo CNPE

O Brasil deu mais um passo importante no cenário internacional ao autorizar a entrada em organismos fundamentais para o futuro das energias no mundo. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a participação brasileira na Agência Internacional de Energia (IEA) e na Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), conforme anunciado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Além dessas autorizações, o Brasil também foi autorizado a participar de um fórum criado pela Opep+, que visa promover cooperações entre países produtores de petróleo. O ministro enfatizou que a participação na carta de cooperação não gera obrigações vinculantes ao Brasil, mas representa uma oportunidade de diálogo e colaboração entre os países.

Durante a reunião do CNPE em Brasília, Silveira ressaltou a importância do Brasil como líder das energias limpas e renováveis, destacando a necessidade de participar ativamente da transição energética global. O ministro enfatizou o papel do presidente Lula como um líder capaz de fortalecer a governança global nesse contexto.

A autorização para o início do processo de adesão à IEA e a participação na Irena foram consideradas estratégicas para fortalecer o Brasil na agenda da transição energética, especialmente no que diz respeito aos biocombustíveis. O objetivo é promover uma transição energética justa, inclusiva e equilibrada, de acordo com Silveira.

No entanto, a adesão brasileira ao fórum da Opep+ foi criticada pelo Greenpeace Brasil, que apontou o grupo como um cartel do petróleo interessado em controlar os preços. A especialista Camila Jardim expressou preocupação com a decisão do Brasil em integrar o grupo, considerando o contexto de mudanças climáticas e recordes de altas temperaturas.

O ministro também mencionou o interesse brasileiro em explorar potenciais reservas petrolíferas na Margem Equatorial, localizada no delta do Rio Amazonas. Silveira defendeu a importância de ampliar os conhecimentos sobre essas reservas, argumentando que não aproveitar esse potencial seria uma insensatez. Ele ressaltou a necessidade de buscar o conhecimento das potencialidades minerais do Brasil, em meio a debates sobre a demanda global por petróleo.

Nesse sentido, o ministro comparou a valorização da Petrobras com a da Saudi Aramco, destacando a importância estratégica de explorar e conhecer as potencialidades do setor petrolífero no país. A Saudi Aramco, considerada a maior empresa do mundo em termos de produção e reservas de petróleo cru, foi citada como exemplo de como o setor pode impactar a economia global.

Portanto, a participação do Brasil em organismos internacionais e fóruns de cooperação energética reflete o compromisso do país com a transição energética e o desenvolvimento sustentável, ressaltando a importância estratégica do setor para a economia nacional e global.

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