Com essa recuperação, o Brasil deve deixar a 11ª posição, que ocupou em 2024 e 2025, sendo superado por economias como a Rússia e o Canadá. De acordo com os dados, o País se tornará a décima maior economia em relação ao PIB em dólares correntes, superando o Canadá. O crescimento brasileiro se destacou ao registrar o sexto maior avanço econômico entre os países analisados, ficando atrás apenas de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China, e superando potências ocidentais como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.
O crescimento do PIB brasileiro no início deste ano foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela recuperação dos investimentos, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em um panorama mais amplo, as projeções do FMI para as dez principais economias do mundo em 2026 incluem Estados Unidos em primeiro lugar, seguidos por China, Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália, Rússia e, finalmente, Brasil.
A diferença entre o Brasil e a Rússia nas estimativas do FMI é relativamente estreita, com o PIB brasileiro previsto em cerca de 2,637 trilhões de dólares. Vale ressaltar que a posição dos países no ranking também é influenciada pela taxa de câmbio; uma valorização do real em relação ao dólar pode fazer com que a economia brasileira seja maior em termos de dólares.
Além do crescimento econômico, o FMI recentemente revisou a previsão de crescimento do Brasil para 2026 de 1,6% para 1,9%. Caso esse ritmo persista, o Brasil pode alcançar a nona posição em termos de PIB em 2027, ultrapassando a Rússia. Entretanto, mesmo com o retorno ao top 10 global, é importante destacar que o Brasil permanece atrás em termos de PIB per capita. Em 2025, o PIB per capita deve ser estimado em cerca de 10,685 mil dólares, inferior a países desenvolvidos e até a economias menores da Europa, como a Albânia, que possui PIB per capita superior a 11 mil dólares.
