ECONOMIA – Brasil destina R$ 2,2 bilhões em 2025 para pagamentos a organismos internacionais e reforça compromisso com o multilateralismo e a responsabilidade fiscal.

Em 2025, o Brasil alocou aproximadamente R$ 2,2 bilhões para quitar suas obrigações financeiras com organismos internacionais. Esse montante foi utilizado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento não apenas para o pagamento de contribuições obrigatórias, mas também para integralizações e recomposições de cotas em bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais. A medida visa garantir a adimplência do país em fóruns globais, regionais e setoriais, reforçando a presença do Brasil nas discussões internacionais.

No contexto da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil cumpriu integralmente suas obrigações financeiras, que abrangem o orçamento regular da entidade, missões de paz e mecanismos judiciais relacionados à organização. Com isso, o país passou a fazer parte de um seleto grupo de nações que estão em dia com a ONU. Entre os compromissos honrados pelo Brasil, destacam-se contribuições a diversas agências da ONU atuantes em áreas essenciais como saúde, educação, trabalho e migração.

O ministério responsável pela gestão do orçamento federal enfatizou que a estratégia de realizar pagamentos escalonados durante o ano, aliada a um monitoramento cuidadoso da taxa de câmbio, foi crucial para a redução de custos do Tesouro Nacional. Dessa forma, além de assegurar previsibilidade orçamentária, a regularização das obrigações reflete o firme compromisso do Brasil com o multilateralismo, a integração regional e a responsabilidade fiscal.

As contribuições feitas pelo Brasil abrangem uma vasta gama de organismos que são fundamentais para a construção de políticas globais e regionais. Dentre as instituições contempladas, estão a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), entre muitas outras.

Essa regularização das obrigações financeiras não apenas permite ao Brasil participar ativamente das decisões internacionais, preservando seus direitos de voto e influência, mas também facilita o acesso a empréstimos, doações e cooperações técnicas. Em um momento em que as questões globais exigem uma atuação colaborativa e comprometida, a imagem do Brasil como um ator responsável e engajado na cooperação internacional e no desenvolvimento sustentável é intensificada, mostrando a relevância do país em um cenário cada vez mais conectado.

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