Outro aspecto positivo foi a renda média mensal dos trabalhadores, que subiu para R$ 3.560, marcando um aumento de 5,7% em comparação ao ano anterior. O número de pessoas com carteira assinada também alcançou um novo recorde, com 38,9 milhões de registros, superando em um milhão o total de 2024. Esses dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que monitora continuamente a situação do emprego no país.
Entre os principais dados de 2025, destaca-se a redução do número de desocupados, que somou 6,2 milhões, traduzindo uma queda de cerca de 1 milhão em relação ao ano anterior, o que representa uma diminuição de 14,5%. Já o número de empregados sem carteira assinada na iniciativa privada somou 13,8 milhões, embora tenha apresentado uma ligeira queda de 0,8%. Também foram identificados 5,7 milhões de trabalhadores domésticos, o que representa uma redução de 4,4%. Em contraste, 26,1 milhões de brasileiros estavam atuando como trabalhadores autônomos, atingindo um nível recorde.
Em linhas gerais, a taxa de informalidade no mercado de trabalho passou de 39% em 2024 para 38,1% em 2025, segundo a coordenadora da pesquisa, que enfatizou a permanência de características estruturais que alimentam essa informalidade, principalmente em setores como comércio e serviços.
A Pnad, que considera pessoas a partir de 14 anos e abrange todas as formas de ocupação, é uma ferramenta essencial para entender o panorama do mercado de trabalho no Brasil. É importante ressaltar que, para ser classificado como desocupado, um indivíduo precisa demonstrar que buscou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. O IBGE realiza visitas a aproximadamente 211 mil domicílios em diversas regiões do país para compilar esses dados.
Além da Pnad, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também fornece informações sobre o mercado de trabalho, focando apenas nas vagas com carteira assinada. Embora dezembro tenha apresentado uma perda de 618 mil vagas formais, o saldo acumulado ao longo de 2025 foi positivo, com a criação de quase 1,28 milhão de novos postos de trabalho. Esses dados refletem um cenário de resiliência no emprego, especialmente após os desafios impostos pela pandemia.
