ECONOMIA – Brasil atinge menor taxa de desemprego da história, com 5,4% em outubro; crescimento de renda e recorde de ocupados são destaques da pesquisa do IBGE.

Taxa de Desemprego no Brasil Atinge Nível Recorde de 5,4%

O Brasil alcançou uma taxa de desemprego de 5,4% no trimestre que se encerrou em outubro, o menor índice desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que data de 2012. Essa queda significativa reflete uma série de avanços no mercado de trabalho, que também registrou um crescimento no número de pessoas empregadas formalmente, além de um aumento no rendimento médio dos trabalhadores.

Os dados, que fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, destacam que a taxa de desemprego caiu de 5,6% no trimestre anterior, encerrado em setembro. Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 6,2%, a redução representa uma tendência positiva no cenário laboral do país.

Ao total, 5,91 milhões de brasileiros estão desocupados, uma redução de 11,8% em relação ao ano anterior, representando 788 mil pessoas a menos buscando emprego. Por outro lado, o número total de ocupados soma 102,5 milhões, um recorde histórico. O segmento formal do mercado de trabalho se destaca ainda mais com o número de pessoas com carteira assinada atingindo 39,182 milhões.

Esses resultados também se refletem no aumento da massa salarial, que alcançou R$ 357,3 bilhões. Esse crescimento de 5% em relação ao ano anterior proporciona um efeito de estímulo para a economia, mesmo em um cenário de juros elevados. A taxa Selic está fixada em 15% ao ano, uma estratégia do Banco Central para combater a inflação, que tem permanecido acima da meta estabelecida pelo governo federal.

Nos setores econômicos, a construção civil e a administração pública se destacaram com increases na ocupação, enquanto o segmento de “outros serviços” registrou uma leve queda. A pesquisa do IBGE abrange diversas formas de ocupação, proporcionando um retrato abrangente do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais.

A taxa de informalidade, que corresponde a trabalhadores sem direitos trabalhistas, foi estável em 37,8%, com 38,7 milhões de pessoas nessa condição. Contudo, o número de contribuintes para institutos de previdência social atingiu um recorde, indicando uma possível retração da informalidade e uma maior adesão dos trabalhadores às contribuições previdenciárias.

Esses dados vêm à tona em um contexto mais amplo, complementando as informações apresentadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que também apontou um saldo positivo de criação de novas vagas formais em outubro. O cenário atual sugere um avanço promissor para o mercado de trabalho brasileiro, mesmo que os desafios em torno da inflação e das taxas de juros ainda persistam.

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