ECONOMIA – Brasil atinge maior nível de atividade turística em 14 anos, com alta de 4,6% em 2025, superando patamares pré-pandemia de covid-19.

O Brasil encerrou 2025 experimentando um notável incremento nas atividades turísticas, atingindo o maior nível em 14 anos. O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) registrou um crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior, consolidando-se no recorde histórico de desempenho desde o início da série em 2011. Esse crescimento é particularmente significativo, uma vez que as atividades turísticas estão agora 13,8% acima dos níveis anteriores à pandemia de Covid-19, marcados em fevereiro de 2020, antes das restrições que afetaram setores da economia.

O Iatur considera um conjunto de 22 atividades vinculadas ao turismo, abrangendo serviços como hotéis, agências de viagem, bufês e transporte aéreo. Em um contexto de recuperação econômica, o desempenho positivo do setor nos últimos cinco anos destaca uma curva ascendente que contrasta com a drástica queda de 36,7% em 2020, resultado direto das consequências da pandemia. Os dados mostram uma recuperação robusta com taxas de crescimento de 22,2% em 2021 e 29,9% em 2022, seguidas por incrementos menores, mas ainda significativos, em 2023 (7,2%) e 2024 (3,6%).

O crescimento do Iatur em 2025 foi impulsionado, em grande parte, por avanços significativos em diversas áreas, incluindo o transporte aéreo de passageiros e serviços de bufê, que tiveram um impacto substancial nas receitas. A pesquisa abrangeu 17 estados, destacando locais como São Paulo, Paraná, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que tiveram desempenho positivo, com crescimento de 3,9%, 5,5%, 6,6%, 10,8% e 11,4%, respectivamente. Embora São Paulo não tenha registrado o maior aumento percentual, sua influência sobre o índice foi considerável devido à sua representatividade econômica.

Por outro lado, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás enfrentaram quedas, com perdas em suas atividades do setor. Um destaque especial vai para o estado do Pará, que sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em novembro, e terminou com uma expansão de 7,8%, superando a média nacional, apesar de um crescimento menor em comparação ao ano anterior.

Além disso, quando se observa o setor de serviços de forma mais ampla, que abrange diversas atividades, o crescimento foi de 2,8%, marcando o quinto ano consecutivo de alta. Esse panorama positivo reforça a ideia de uma recuperação consistente na economia brasileira, notadamente no setor que, mesmo com flutuações, está se reerguendo após as dificuldades impostas pela pandemia.

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