O desempenho positivo da bolsa brasileira reflete um cenário otimista, com o mercado acumulando uma impressionante alta de 17,52% ao longo de 2026. Esse impulso é atribuído, em grande parte, à entrada significativa de capitais estrangeiros, que tem proporcionado uma valorização nas principais ações que compõem o Ibovespa.
A movimentação do mercado também impactou a cotação do dólar, que apresentou uma leve queda, atingindo o menor valor em 21 meses. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,187, com uma diminuição de R$ 0,009, ou 0,18%. Na abertura dos negócios, o dólar chegou a ultrapassar os R$ 5,20, mas rapidamente se ajustou à nova realidade, favorecida pelo fluxo de recursos em direção a países emergentes, resultando, assim, em sua desvalorização.
Atualmente, a moeda está no seu nível mais baixo desde 28 de maio de 2024, quando foi registrada uma cotação de R$ 5,15. Ao longo do ano, a divisa acumula uma queda de 5,5%. Inicialmente, a criação de 130 mil empregos nos Estados Unidos em janeiro, praticamente o dobro da expectativa de 70 mil, gerou uma reação mundial que elevou o dólar. Essa notícia diminuiu as probabilidades de um corte nas taxas de juros por parte do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
Entretanto, a fuga de recursos dos Estados Unidos em direção a economias emergentes ajudou a pressionar o dólar para baixo. Além do real, outras moedas da região, como o peso mexicano, o peso chileno e o peso colombiano, também se valorizaram durante a sessão. A combinação desses fatores cria um ambiente de expectativa positiva, tanto para a bolsa quanto para o câmbio, refletindo um otimismo crescente entre investidores e analistas financeiros.
