Esse desempenho positivo foi impulsionado principalmente por ações de bancos, que têm peso considerável no Ibovespa. A movimentação reflete uma tendência global onde investidores estão realocando recursos para mercados emergentes. O volume total de negociações no dia foi expressivo, chegando a R$ 44,1 bilhões, superando a média diária de cerca de R$ 30 bilhões prevista para o ano de 2026.
Além disso, a presença de investidores estrangeiros foi destacada como um fator chave para a alta recente. Dados da B3 indicam que, até o dia 20 de janeiro, o saldo de capital externo na bolsa brasileira era positivo em aproximadamente R$ 8,8 bilhões. Com os resultados alcançados na quinta-feira, o Ibovespa já acumula um crescimento de 6,55% na semana e cerca de 9% ao longo do ano, sinalizando um desempenho semanal que pode ser considerado o melhor desde outubro de 2022.
No que diz respeito ao mercado cambial, o dia também foi marcado pela euforia. O dólar comercial fechou a R$ 5,284, com uma queda de R$ 0,036, ou seja, 0,67%. Após operar de forma estável durante a manhã, a moeda norte-americana despencou à tarde, atingindo os menores níveis do dia. Este valor representa o menor patamar do dólar desde 11 de novembro, quando cotado a R$ 5,27, e, até agora, acumula uma queda de 3,73% em 2026.
O ambiente internacional favoreceu essa recuperação do mercado financeiro. As bolsas ao redor do mundo reagiram de forma positiva após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar em suas ameaças de tarifas comerciais contra países europeus, enquanto negociações envolvendo a Groenlândia estavam em andamento. Na bolsa de valores de Nova York, o índice S&P 500 também registrou uma alta, encerrando o dia com um aumento de 0,55%. Esse contexto global, juntamente com a confiança dos investidores, parece ter criado um cenário favorável para o crescimento financeiro no Brasil.






