Este foi o quarto recorde consecutivo para a bolsa, que teve uma performance impressionante ao acumular 8,53% de alta ao longo da semana. Esse resultado é particularmente significativo, pois representa a maior valorização semanal desde abril de 2020, quando o mercado experimentava uma forte recuperação após as dramáticas quedas provocadas pelo início da pandemia de covid-19, que, em uma semana, levou a um crescimento de 11,71%.
Os números do mercado de câmbio, por sua vez, mostraram um comportamento mais contido. O dólar comercial, que havia enfrentado dias de perdas, fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,287, com uma leve alta de 0,05%. Durante o dia, chegou a tocar os R$ 5,30, mas a pressão de compra de investidores foi esfriada pela entrada de capitais internacionais, que ajudou a estabilizar a moeda.
Na semana, o dólar acumulou uma queda de 1,61% e, no ano, a desvalorização atinge 3,68%. Atualmente, os níveis da moeda americana são os mais baixos desde a primeira quinzena de novembro, refletindo uma tendência de busca por ativos em mercados emergentes, como o Brasil. Depois de um mês de janeiro positivo, a B3 registrou uma entrada líquida de R$ 12,35 bilhões até o dia 21, representando quase metade do saldo total de R$ 25,5 bilhões acumulado em 2025.
A atratividade do Brasil se deve, em parte, à alta taxa de juros, que atualmente está fixada em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. A expectativa agora se volta para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que irá avaliar o futuro da Selic e suas implicações no cenário econômico e financeiro do país. Com os mercados dinâmica e voláteis, analistas e investidores permanecem atentos ao desenrolar dos próximos eventos.






