O dia começou promissor, com o índice Ibovespa registrando um aumento de 0,56% logo às 15h10. No entanto, a estratégia adotada por alguns investidores de realizar lucros próximos ao fechamento da sessão fez com que a alta não se mantivesse. As ações da Petrobras, que frequentemente dominam a bolsa, terminaram em baixa: 1,02% nas ações ordinárias e 0,63% nas preferenciais, refletindo o impacto do recuo nos preços do petróleo.
No segmento cambial, o dia foi marcado pela primeira queda do dólar após três altas seguidas. A moeda norte-americana fechou em R$ 5,368, 0,62% abaixo do dia anterior, após ter superado os R$ 5,40 pela manhã. A correção no valor do dólar foi impulsionada pelo aumento da entrada de capital estrangeiro no Brasil, além do alívio nas tensões externas. A declaração do presidente dos EUA, que descartou a demissão do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e sinalizou a redução das ameaças de uma intervenção militar no Irã, também colaborou com um cenário mais favorável.
Além disso, os investidores receberam com otimismo os dados do crescimento do comércio brasileiro, que avançou 1% em novembro, atribuindo-se a essa desaceleração as expectativas de redução da Taxa Selic. A expectativa de juros mais baixos incentiva a migração de investimentos da renda fixa para o mercado de ações, criando um ambiente propício para o fortalecimento da bolsa.
Em síntese, o mercado brasileiro mostra-se resiliente e adaptável, com os investidores ajustando suas estratégias às novas realidades econômicas e políticas, tanto internas quanto externas, sinalizando um panorama de oportunidades para aqueles dispostos a navegar pelas flutuações do mercado.
