ECONOMIA – Bolsa brasileira atinge maior alta diária desde abril com influxo de capitais estrangeiros, enquanto dólar encerra em seu menor nível desde dezembro.

Na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, o mercado financeiro brasileiro viveu um dia marcante, com a bolsa de valores alcançando a maior alta desde abril do ano anterior. O índice Ibovespa encerrou o pregão aos 171.817 pontos, registrando uma impressionante valorização de 3,33%. Este movimento foi impulsionado principalmente pela entrada significativa de capital estrangeiro, que injetou confiança entre os investidores locais.

O entusiasmo no mercado de ações foi refletido em um volume financeiro notável, que atingiu R$ 43,3 bilhões — bem acima da média diária registrada ao longo do ano. O Ibovespa, já acumulando uma alta de 6,6% em 2026, recebeu até a metade de janeiro uma entrada líquida de R$ 7,6 bilhões de investidores internacionais. O ambiente mais otimista nas bolsas americanas, especialmente após a queda das tensões geopolíticas envolvendo o presidente dos Estados Unidos, contribuiu para essa mudança de sentimento.

Na tarde do mesmo dia, o índice S&P 500 de Nova York subiu mais de 1%, em parte devido a um recuo de Donald Trump em relação a posturas mais agressivas sobre tarifas e sua disposição para evitar confrontos políticos, particularmente sobre a Groenlândia. Esse alívio nas tensões externas teve um impacto direto na performance do mercado brasileiro, criando um clima de otimismo.

Em outro ponto importante, o mercado de câmbio também se beneficiou desse clima mais radiante. O dólar à vista caiu R$ 0,061, ou 1,1%, encerrando o dia a R$ 5,321. A moeda norte-americana estava em baixa constante, mas a queda se acentuou durante a tarde, seguindo o anúncio de Trump sobre a revogação de tarifas contra a União Europeia.

Esse valor do dólar representa o menor preço registrado desde 4 de dezembro, quando o país se preparava para as eleições presidenciais. Até agora, a moeda já havia sofrido uma desvalorização de 3,06% em 2026.

Um fator crucial que contribui para essa dinâmica positiva no mercado é a entrada de capitais internacionais. Dados do Banco Central indicaram uma entrada líquida de US$ 1,54 bilhão apenas em janeiro, evidenciando um fluxo otimista de capitais financeiros. A redução das taxas de rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados uma das opções de investimento mais seguras, também ajudou a aliviar a pressão sobre o câmbio, aumentando a oferta de dólares no Brasil.

Por fim, apesar da liquidação extrajudicial do Will Bank, uma decisão que poderia levantar preocupações, sua influência sobre os ativos foi mínima, mantendo a confiança dos investidores em meio a um panorama positivo. O dia no mercado financeiro brasileiro certamente marcou uma virada auspiciosa, deixando expectativas otimistas para o futuro próximo.

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