Entretanto, nem todas as ações acompanharam o ritmo positivo. Os papéis da Petrobras, que têm um peso significativo no índice Ibovespa, enfrentaram uma queda. A empresa anunciou uma revisão de seus planos de investimento até 2030, o que impactou negativamente o valor de suas ações. As ações ordinárias da estatal recuaram 2,45%, enquanto as preferenciais tiveram uma queda de 1,88%. Apesar disso, o bom desempenho de outras ações, como as de bancos e mineradoras, ajudou a sustentar o índice, demonstrando a resiliência do mercado em momentos de volatilidade.
No mercado de câmbio, o dia também foi marcado por otimismo. O dólar comercial encerrou a sexta-feira negociado a R$ 5,335, apresentando uma queda de R$ 0,016 (-0,31%). Durante o pregão, a moeda iniciou o dia estável, porém flutuou ao longo das horas, chegando a registrar uma mínima de R$ 5,32. Esse recuo do dólar em relação ao real se deveu, em parte, ao fluxo intenso de capital estrangeiro em direção a países emergentes e à manobra do mercado interno em função da Ptax, taxa usada para corrigir dívidas públicas atreladas ao câmbio.
Além das influências externas, fatores internos também trouxeram um ar de esperança. O recente anúncio de que a taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, o menor nível desde o início da pesquisa em 2012, reforçou as expectativas positivas sobre o crescimento da economia e impulsionou a confiança dos investidores.
Dessa forma, o mês de novembro fica marcado por avanços significativos na bolsa brasileira e um ambiente otimista na economia, mesmo em face de desafios específicos, como os enfrentados pela Petrobras. A combinação de bons indicadores e um mercado receptivo à injeção de capital estrangeiro promete continuar influenciando a trajetória dos próximos meses.
