Os financiamentos serão disponibilizados por meio de uma rede de agentes financeiros credenciados, abrangendo uma ampla gama de beneficiários, que inclui transportadores autônomos, pessoas físicas vinculadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas ligadas ao setor de transporte. A iniciativa faz parte do programa Move Brasil – Caminhões e Ônibus (Move Brasil 2), que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O principal foco é oferecer suporte à renovação da frota nacional, viabilizando o financiamento para a aquisição de uma variedade de veículos, como caminhões, ônibus e implementos rodoviários.
Os interessados em acessar os empréstimos devem se dirigir a instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que serão responsáveis por analisar o crédito, negociar as condições e encaminhar o pedido ao banco. As operações poderão ser protocoladas até 28 de agosto de 2026, e a comunicação da contratação deve ser feita ao BNDES até 28 de setembro de 2026.
Dos R$ 21 bilhões disponíveis, R$ 14,5 bilhões são oriundos da União, enquanto até R$ 6,7 bilhões são recursos do próprio BNDES. O programa inclui ainda uma reserva de R$ 2 bilhões voltados para a aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de destinar a mesma quantia para transportadores autônomos e cooperativas.
Os prazos para os financiamentos variam conforme o perfil do solicitante. Os transportadores autônomos podem ter prazos de pagamento de até 120 meses, com carência de até 12 meses, enquanto as empresas de transporte rodoviário ou urbano de cargas têm prazos de até 60 meses e carência de até 6 meses. Para o setor de passageiros, o prazo é semelhante ao dos autônomos.
Os financiamentos podem chegar a até R$ 50 milhões por cliente, sem limite mínimo. A taxa de juros está prevista para ser próxima de 13% ao ano. É importante ressaltar que a aquisição de veículos novos deve atender a certos requisitos, como ser fabricados no Brasil e cumprir as normas de emissões específicas.
Esta iniciativa visa não apenas modernizar a frota de veículos, mas também reduzir custos logísticos, melhorar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou que o programa é uma combinação de eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, focando especialmente nos transportadores autônomos e cooperados. O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, complementou que a nova fase do Move Brasil é um reflexo do sucesso das recentes políticas econômicas do governo federal, destacando os impactos positivos em toda a cadeia automotiva.
