De acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração municipal, fica vedada a veiculação de qualquer tipo de publicidade referente a apostas em órgãos públicos e em eventos promovidos pelo poder público de Belo Horizonte. Além disso, a medida alcança também o mobiliário urbano utilizado para atendimento à população, como abrigos de ônibus, bancos de praça e outros equipamentos públicos.
As restrições também se aplicam em um raio de 100 metros de instituições educacionais e locais voltados para o atendimento de crianças e jovens, onde a publicidade pudesse incitar práticas de apostas. Essa abordagem é um reflexo do entendimento de que a publicidade direcionada a este público deve ser rigorosamente controlada.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as empresas do setor de apostas, manifestou sua oposição às medidas, afirmando que planeja ações para contestar as restrições em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Segundo a ANJL, as decisões representam uma afronta infundada ao setor, que é considerado legal, regulamentado, e que gera uma significativa quantidade de empregos.
A entidade destacou sua disposição em colaborar com discussões a nível federal sobre a regulamentação da publicidade relacionada a apostas. Recentemente, o governo federal também estabeleceu novas regras que exigem a inclusão de advertências nos anúncios de apostas, como alertas sobre os riscos de dependência.
Estudos recentes indicam que o mercado de apostas no Brasil é robusto, movimentando bilhões e envolvendo um número considerável de empresas. Contudo, a atuação de plataformas irregulares é uma preocupação, com estimativas apontando que uma parte significativa do mercado opere fora da lei, impactando milhões de brasileiros. A discussão sobre a regulamentação e a publicidade das apostas continua em pauta, refletindo a necessidade de um equilíbrio entre a liberdade econômica e a proteção dos cidadãos.





