A justificativa do Copom para o aumento acima do esperado foi a instabilidade no cenário externo e os impactos do pacote fiscal do governo. O órgão afirmou que pretende aumentar a taxa Selic em mais 1 ponto percentual nas próximas duas reuniões, em janeiro e março, caso as incertezas persistam. Essas reuniões serão conduzidas pelo futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Essa foi a terceira elevação consecutiva da Selic, retornando ao mesmo patamar de dezembro do ano passado. O aumento marca um ciclo de aperto na política monetária. Após ficar em 13,75% ao ano por um ano, a taxa passou por sucessivos cortes até maio deste ano. A partir de setembro, o Copom começou a aumentar a Selic, acompanhando a evolução da inflação.
A taxa Selic tem como objetivo controlar a inflação, medida pelo IPCA. Em novembro, o IPCA registrou uma desaceleração, mas ainda acumula alta de 4,87% em 12 meses, acima do teto da meta estabelecida para o ano. As projeções do mercado indicam uma inflação em 2024 ainda acima do pretendido, o que justifica as medidas adotadas pelo Banco Central.
Além disso, o mercado espera um crescimento do PIB de 3,39% em 2024, de acordo com o boletim Focus. Esse crescimento foi revisado após a expansão de 0,9% no segundo trimestre deste ano. A taxa Selic, como principal instrumento do Banco Central, influencia não apenas a inflação, mas toda a economia, afetando o crédito, a produção e o consumo. É importante acompanhar como essas medidas afetarão a economia nos próximos meses.







