No quarto trimestre de 2025, o lucro do Banco do Brasil foi de R$ 5,742 bilhões, apresentando uma diminuição de 47,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, quando comparado ao terceiro trimestre de 2025, a instituição conseguiu uma recuperação de 51,7% em seus lucros.
Apesar dos desafios, o banco enfatizou que suas receitas estão em ascensão, mesmo sob a pressão da inadimplência crescente. A alta nas receitas financeiras advindas de créditos a pessoas físicas, juntamente com o lançamento do Programa Crédito do Trabalhador — que visa facilitar o acesso ao crédito para trabalhadores do setor privado — foram mencionadas como fatores positivos que contribuíram para o resultado financeiro da instituição.
Um ponto crucial que refletiu na contabilidade do banco foi a nova resolução do Conselho Monetário Nacional, que entrou em vigor em 2025. Essa norma alterou a forma como as instituições financeiras fazem provisões para perdas, impactando diretamente os reconhecimentos de despesas e receitas. O resultado foi uma redução de R$ 1 bilhão nas receitas de crédito que poderiam ser contabilizadas.
A inadimplência também se mostrou uma preocupação, com o índice correspondente a atrasos superiores a 90 dias subindo de 3,16% em dezembro de 2024 para 5,17% no final de 2025. Esse aumento foi particularmente notável no setor do agronegócio, que, como o principal segmento de atuação do banco, apresentou uma inadimplência de 6,09%.
Mesmo em um cenário de aumento nas taxas de juros, a carteira de crédito se ampliou, encerrando 2025 em R$ 1,296 trilhão. O crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelo crédito direcionado aos consumidores, com um considerável aumento nos valores emprestados na modalidade de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada.
Em termos de receitas, o Banco do Brasil registrou R$ 34,813 bilhões em serviços, uma leve queda de 1,9% em comparação ao ano anterior, enquanto as despesas administrativas subiram 5,1%, reflexo de reajustes salariais e investimentos em tecnologia.
Olhando para 2026, o Banco do Brasil é otimista quanto à recuperação de seus ganhos, prevendo um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, além de crescimento modesto em sua carteira de crédito e receitas. A expectativa é de que, com dedicação e ajustes, a instituição retorne a patamares mais altos de rentabilidade.
