Essa declaração surge em resposta a rumores sobre a urgência de um aporte de capital na instituição. O BRB esclareceu que qualquer medida para recomposição de capital será decidida apenas após a conclusão das auditorias independentes e das análises realizadas pelo Banco Central. A nota do BRB sublinhou que, caso seja necessário um aumento de capital, esse processo não comprometerá os recursos destinados a políticas públicas pelo governo.
O contexto se intensificou ainda mais após o Ministério da Fazenda afirmar que o ministro Fernando Haddad não havia discutido com a equipe do governo do Distrito Federal ou com a direção do BRB sobre a necessidade de um aporte imediato para evitar uma potencial intervenção. Apesar do esclarecimento do ministério, não foram emitidos comentários sobre conversas técnicas com o Banco Central relacionadas ao acompanhamento da situação.
Em meio a essas declarações, o BRB deve, ainda, apresentar os dados financeiros referentes ao terceiro trimestre, que não foram divulgados devido à auditoria em andamento. A instituição enfatizou que qualquer informação não oficial divulgada publicamente deve ser encarada como mera especulação. Além disso, as investigações que envolvem o BRB estão sendo conduzidas de forma independente, com acompanhamento das autoridades pertinentes.
O BRB enfrenta um desafio significativo devido à crise do Banco Master, que está sendo investigado por supostas fraudes em suas carteiras de crédito. O Banco Central informou que o BRB adquiriu aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras que, posteriormente, foram consideradas fraudulentas. Para piorar, a instituição injetou mais de R$ 5 bilhões no Banco Master através de várias operações, incluindo compra de cotas de fundos de investimento.
Esse cenário complicado fez com que o BRB temporariamente não cumprisse limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central. Como resultado, a instituição encontrou-se desenquadrada por um período de pelo menos dois meses, o que acarretou limitações nas novas aquisições de ativos financeiros e a necessidade de um plano de solução a ser apresentado no prazo estipulado.
Apesar das dificuldades enfrentadas, a possibilidade de um suporte financeiro do Governo do Distrito Federal poderia aumentar a capacidade do BRB de gestão da crise, embora a instituição afirme que não há orientações formais do Banco Central nesse sentido. A situação continua sendo monitorada de perto pelas autoridades financeiras, enquanto o BRB se esforça para estabilizar suas operações e preservar a confiança de seus clientes.






