O Banco Pleno, considerado um congresso de pequeno porte, detém apenas 0,04% do ativo total e 0,05% nas captações totais do Sistema Financeiro Nacional, segundo informações da autoridade monetária. Com a liquidação, o destino dos cerca de 160 mil credores que possuem depósitos garantidos, totalizando aproximadamente R$ 4,9 bilhões, torna-se uma prioridade. Os pagamentos serão realizados conforme os procedimentos estabelecidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que atuará na regulamentação desse processo.
O Banco Pleno, anteriormente conhecido como Banco Voiter, estava vinculado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, que está sob investigação devido a supostas fraudes relacionadas à concessão de créditos irregulares. A Operação Compliance Zero investiga irregularidades que podem totalizar R$ 17 bilhões, complicando ainda mais o cenário institucional da entidade. A gestão do Banco Pleno está sob os cuidados de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, o que levanta questões sobre a continuidade e responsabilidade na administração da instituição.
O Banco Central indicou que outras ações poderão ser adotadas para investigar as responsabilidades associadas ao caso, podendo resultar em sanções administrativas e notificações às autoridades competentes. Uma das ações previstas é a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores do conglomerado, destacando a gravidade da situação.
Em um comunicado oficial, o banco garantiu que os pagamentos aos credores seguirão normas específicas, permitindo que todos aqueles com créditos garantidos pelo FGC possam contar com uma resposta ágil. A instituição ainda destacou a importância de utilizar o aplicativo desenvolvido para facilitar esse processo, que está disponível nas plataformas de download habituais.
Além disso, o Banco Pleno se esforça para esclarecer que não integra formalmente o conglomerado Master, uma posição que, se confirmada, poderia mudar sua relação com a regulamentação vigente.
Dessa forma, o caso do Banco Pleno e de sua distribuidora reforça a necessidade de vigilância do Sistema Financeiro Nacional e do papel do Banco Central na supervisão das instituições financeiras, especialmente em tempos de crise econômica e possíveis fraudes.
