Os dados, recentemente publicados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, revelaram que os números finais foram bastante superiores às projeções iniciais, que estimavam um superávit de apenas US$ 60,9 bilhões, e exportações na casa dos US$ 344,9 bilhões. Surpreendentemente, as importações ficaram abaixo do esperado, com um total de US$ 280,382 bilhões — uma alta de 6,7% em relação a 2024, mas inferior à expectativa de US$ 284 bilhões.
Os números de dezembro destacaram-se, registrando um superávit de US$ 9,633 bilhões, um aumento expressivo de 107,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse foi o maior resultado para dezembro desde o início das medições há 34 anos. As exportações em dezembro atingiram US$ 31,038 bilhões, um crescimento de 24,7%, enquanto as importações chegaram a US$ 21,405 bilhões, com incremento de 5,7%.
Os setores que impulsionaram o crescimento das exportações foram, em destaque, a agropecuária, que registrou uma alta de 43,5%, e a indústria extrativa, que chegou a 53%. Os principais produtos que ajudaram a elevar esses números foram a soja, o café não torrado e o milho, além de óleos brutos de petróleo e minério de ferro. O aumento no volume de exportações pode ser atribuído, em parte, à recuperação das operações nas plataformas de petróleo após manutenções programadas.
A resiliência do comércio exterior brasileiro foi enfatizada pelo vice-presidente e ministro da pasta, Geraldo Alckmin, que ressaltou o crescimento das exportações em ritmo superior ao do comércio global.
As importações, por sua vez, seguiram a tendência de alta, impulsionadas pela recuperação econômica, com um aumento significativo em categorias como combustíveis e medicamentos. Esses dados ressaltam a saúde econômica do Brasil, que, mesmo diante de contextos adversos, mantém-se competitivo no mercado global.
