As previsões são fundamentadas em exportações que devem alcançar US$ 364,2 bilhões, refletindo um crescimento de 4,6% em comparação com o ano anterior, enquanto as importações devem totalizar US$ 292,1 bilhões, com uma elevação de 4,2%. Esses números se situam dentro do intervalo previamente estimado pelo governo, que varia entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do MDIC, ressaltou a resiliência do comércio exterior brasileiro, mesmo diante de adversidades. Ele destacou que, apesar das dificuldades internacionais, os indicadores internos apresentam um panorama favorável. Brandão acredita que a análise dos dados relacionados à atividade econômica, taxa de câmbio e consumo sustentam a projeção de superávit. “Observamos um comércio exterior brasileiro relativamente estável e resiliente a crises”, afirmou.
Vale ressaltar que as projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente pelo MDIC. Dados mais detalhados sobre as exportações, importações e o saldo comercial de 2026 devem ser divulgados em julho. O recorde de superávit foi atingido em 2023, com um resultado positivo de US$ 98,9 bilhões.
Adentrando os números mais recentes, em março, o Brasil apresentou um superávit de US$ 6,4 bilhões, um resultado abaixo das expectativas do mercado. As exportações durante o mês totalizaram US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 25,2 bilhões. O crescimento nas exportações foi impulsionado, principalmente, pela indústria extrativa, que viu um aumento de 36,4%, impulsionado, em grande parte, pelas vendas de petróleo. A indústria de transformação e a agropecuária também apresentaram crescimento, embora em menor escala.
Já as importações mostraram um crescimento em todos os segmentos, com destaque para os bens de consumo, que aumentaram em 54,4%, e os bens de capital, que cresceram 26,5%.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Brasil apresenta um superávit de US$ 14,1 bilhões, superando os US$ 9,6 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Fatores como a atividade econômica, variações cambiais e os preços internacionais seguem influenciando essas projeções, que poderão ser revisadas conforme a evolução do cenário global ao longo do ano.





