Este resultado só é superado pelo superávit de janeiro de 2024, que foi de US$ 6,196 bilhões. As exportações totalizaram US$ 25,153 bilhões – uma leve redução de 1% em relação ao ano passado. Ao mesmo tempo, as importações caíram 9,8%, somando US$ 20,810 bilhões. Esse cenário fez com que o volume de exportações fosse considerado o terceiro melhor registrado em janeiro desde 1989, enquanto as importações marcaram o segundo melhor resultado, apenas abaixo dos números de janeiro do ano anterior.
Ao analisar a composição setorial das exportações, observou-se que a agropecuária teve uma variação de 2,1%, com uma queda de 3,4% no volume, mas um aumento de 5,3% no preço médio. Na indústria extrativa, houve uma redução de 3,4%, embora o volume tenha crescido 6,2%, mas o preço médio teve uma queda de 9,1%. Enquanto isso, a indústria de transformação apresentou uma leve queda de 0,5%, com recuo no volume e no preço médio.
Entre os principais produtos que impactaram as exportações, destacaram-se os setores agropecuário, com quedas acentuadas em café não torrado, algodão e trigo. Por outro lado, as exportações de soja tiveram um crescimento expressivo de 91,7%, impulsionadas pela antecipação de embarques. No que diz respeito às importações, a queda é associada à diminuição das compras de petróleo e à desaceleração da economia, que afetou os investimentos.
As previsões para 2026 são otimistas: o Mdic antecipa um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações projetadas entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. Em contrapartida, o mercado financeiro apresenta expectativas mais conservadoras, estimando um superávit de cerca de US$ 67,65 bilhões. As atualizações sobre as projeções do ministério devem ser divulgadas em abril, trazendo novas informações sobre as tendências das exportações e importações do país.
