ECONOMIA – Azul Linhas Aéreas fecha acordos de investimento com American e United Airlines para recuperação judicial de US$ 200 milhões e reestruturação financeira.

A Azul Linhas Aéreas acaba de anunciar um importante passo em sua recuperação financeira. A companhia firmou acordos de investimento com as gigantes americanas American Airlines e United Airlines, cada uma comprometendo-se a injetar US$ 100 milhões na empresa brasileira. O anúncio foi feito em um comunicado oficial na quarta-feira, revelando que esses investimentos visam a capitalização da Azul durante o processo de recuperação judicial conhecido como Chapter 11 nos Estados Unidos.

Esse tipo de reestruturação, supervisionada por um tribunal americano, permite que a Azul continue suas operações enquanto realiza as adequações financeiras necessárias. De acordo com o texto divulgado pela companhia, os ajustes financeiros estão integrados ao plano de reorganização já aprovado pelo Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York, o que reforça a segurança e viabilidade desse processo.

Cumprindo os termos acordados, a United Airlines destinará seu aporte no contexto de uma oferta pública de ações, previamente anunciada no dia 3 de fevereiro deste ano, com previsão de liquidação para 20 de janeiro de 2026. Por outro lado, o investimento da American Airlines ocorrerá mediante a emissão de bônus de subscrição, que segundo as diretrizes do mercado financeiro são instrumentos que permitem aos investidores comprar ou vender ativos.

Adicionalmente, a Azul destacou ter estabelecido um Acordo de Investimento Adicional com alguns de seus credores, garantindo mais US$ 100 milhões dentro da mesma oferta pública. Este cenário de investimentos reforça a confiança que as companhias aéreas americanas depositam na recuperação e potencial de crescimento da Azul.

O pedido da companhia brasileira para recuperação judicial foi oficializado em 28 de maio de 2026, e o plano de reestruturação recebeu a aprovação do tribunal no mês de dezembro. Os procedimentos do Chapter 11 possibilitam a reorganização do passivo da Azul, mantendo suas atividades em andamento e permitindo ajustes críticos.

“A Azul aplicará essa estrutura jurídica para eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas financeiras, além de readequar contratos e otimizar sua frota”, informou a empresa, destacando o objetivo de se tornar mais flexível e sustentável, tanto operacional quanto financeiramente. Com esse trabalho intenso de reestruturação, a Azul busca não apenas se recuperar, mas também emergir como uma companhia mais robusta no cenário aéreo.

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