Esse tipo de reestruturação, supervisionada por um tribunal americano, permite que a Azul continue suas operações enquanto realiza as adequações financeiras necessárias. De acordo com o texto divulgado pela companhia, os ajustes financeiros estão integrados ao plano de reorganização já aprovado pelo Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York, o que reforça a segurança e viabilidade desse processo.
Cumprindo os termos acordados, a United Airlines destinará seu aporte no contexto de uma oferta pública de ações, previamente anunciada no dia 3 de fevereiro deste ano, com previsão de liquidação para 20 de janeiro de 2026. Por outro lado, o investimento da American Airlines ocorrerá mediante a emissão de bônus de subscrição, que segundo as diretrizes do mercado financeiro são instrumentos que permitem aos investidores comprar ou vender ativos.
Adicionalmente, a Azul destacou ter estabelecido um Acordo de Investimento Adicional com alguns de seus credores, garantindo mais US$ 100 milhões dentro da mesma oferta pública. Este cenário de investimentos reforça a confiança que as companhias aéreas americanas depositam na recuperação e potencial de crescimento da Azul.
O pedido da companhia brasileira para recuperação judicial foi oficializado em 28 de maio de 2026, e o plano de reestruturação recebeu a aprovação do tribunal no mês de dezembro. Os procedimentos do Chapter 11 possibilitam a reorganização do passivo da Azul, mantendo suas atividades em andamento e permitindo ajustes críticos.
“A Azul aplicará essa estrutura jurídica para eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas financeiras, além de readequar contratos e otimizar sua frota”, informou a empresa, destacando o objetivo de se tornar mais flexível e sustentável, tanto operacional quanto financeiramente. Com esse trabalho intenso de reestruturação, a Azul busca não apenas se recuperar, mas também emergir como uma companhia mais robusta no cenário aéreo.
