O aumento no custo da cesta básica foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços do café, tomate e leite integral. Por outro lado, o preço da carne bovina de primeira registrou queda em 15 capitais, com exceção de João Pessoa e do Recife. São Paulo se manteve como a capital com a cesta básica mais cara do país, chegando a R$ 880,72, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 835,50), Florianópolis (R$ 831,92) e Porto Alegre (R$ 791,64).
Por outro lado, as capitais das regiões Norte e Nordeste do país registraram os menores valores médios para a cesta básica, devido à composição de produtos diferente. Aracaju, João Pessoa, Recife e Salvador foram as cidades que apresentaram os menores custos médios. Com base no preço da cesta mais cara, o Dieese estimou que o salário mínimo deveria ser de R$ 7.398,94 em fevereiro, o que representa uma necessidade de reajuste de 4,87 vezes em relação ao mínimo atual de R$ 1.518,00.
Diante desse cenário, a população se vê diante de um desafio cada vez maior para garantir o acesso a uma alimentação básica e digna, evidenciando a necessidade de políticas públicas que promovam a redução dos custos e o aumento do poder de compra da população mais vulnerável.




