Para 2025, a expectativa é de novas elevações nos custos, visto que tanto o custo da mão de obra quanto a pressão do aumento de preços são considerados certos pelo empresariado. A pressão inflacionária para materiais e equipamentos virá da manutenção de taxas de juros elevadas, dificultando a obtenção de crédito para a compra de imóveis, e também do aumento nos custos de materiais tabelados internacionalmente, como o aço, cujo preço é fixado em dólar e possui demanda crescente globalmente.
A questão trabalhista enfrenta dois principais fatores de pressão: a falta de atração de jovens para a carreira e a dificuldade em garantir uma formação técnica adequada. O piso da categoria, para a função de servente, varia entre o salário mínimo e um salário mínimo e meio, sendo comum a alta incidência de contratos por produtividade, medida criticada pelo sindicato dos trabalhadores por não ser formalizada e por não ter os devidos recolhimentos de FGTS e INSS, caracterizando uma prática ilegal.
Para David Fratel, coordenador do grupo de Recursos Humanos do Sinduscon-SP, a indústria enfrenta a falta de mão de obra e um problema de envelhecimento crônico, com a idade média dos trabalhadores em 42 anos, justamente em um momento de alta demanda. Fratel destaca a importância de um plano de carreira e salários padronizado, bem como de parcerias com entidades de ensino para oferecer cursos profissionalizantes e atrair os jovens para a construção civil. A expectativa é de que a indústria se adapte e inove para garantir estabilidade e atrair os trabalhadores mais jovens.





