O componente mídia, que avalia a presença de menções à incerteza em jornais e sites de notícia, registrou uma pequena queda de 0,1 ponto em setembro. Enquanto isso, o componente expectativa, que considera previsões de analistas econômicos sobre taxa de câmbio, juros e inflação, teve um aumento de 0,1 ponto. Esses dados refletem a sensibilidade do mercado financeiro às informações divulgadas pela imprensa e às projeções de especialistas.
Após alcançar o índice mais alto no início da pandemia de covid-19 em abril de 2020, com 210,5 pontos, o Índice de Incerteza Econômica tem apresentado oscilações, com quedas e aumentos ao longo dos meses. O resultado de setembro é considerado pela economista da FGV, Anna Carolina Gouveia, como uma “região de incerteza moderada”, por figurar abaixo de 110 pontos.
Os debates sobre a política monetária no Brasil e os conflitos no Oriente Médio contribuíram para a interrupção da queda do índice, com destaque para a elevação da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no último dia 18. Além disso, as ofensivas israelenses no Líbano foram um dos eventos marcantes na região durante o mês de setembro.
Mesmo diante dos desafios econômicos e geopolíticos, a análise dos dados sugere uma sensibilidade do mercado à conjuntura atual. A FGV continua acompanhando de perto esses indicadores e atualizando o Índice de Incerteza Econômica para fornecer informações relevantes sobre a situação econômica do país.
