Esse aumento, anunciado pela prefeitura de São Paulo no final de dezembro do ano passado, é a primeira atualização do valor da passagem em um período de cinco anos. Durante esse intervalo, a tarifa se manteve em R$ 4,40 até 2020, quando houve um ajuste para R$ 5. A administração municipal justificou a nova correção noting que, entre 2020 e 2025, a inflação acumulada foi de 40,31%, e o novo valor de R$ 5,30 representa menos da metade dessa variação inflacionária.
A prefeitura adota um método específico para calcular o reajuste das passagens, utilizando o Índice de Preços ao Consumidor do Transporte Coletivo (IPC-Fipe Transporte Coletivo), que registrou uma variação de 6,5% no ano passado. Sem os subsídios que são mantidos pela administração municipal para apoiar as empresas de ônibus, o custo da passagem chegaria a um impressionante R$ 11,78, conforme estimativas apresentadas pela prefeitura.
Esse aumento na passagem do transporte público gera um debate sobre a qualidade do serviço e o peso que esses gastos representam no orçamento dos cidadãos paulistanos. O reajuste ocorre em um contexto desafiador, onde a mobilidade urbana continua a ser uma preocupação constante para os moradores da capital paulista. Para muitos, o transporte coletivo é essencial, e a elevação nos custos pode trazer ainda mais dificuldades financeiras, especialmente em um cenário econômico delicado.
Assim, enquanto a cidade se prepara para o novo cenário tarifário, resta saber como a população irá reagir a essas mudanças e quais medidas poderão ser tomadas para melhorar a qualidade do transporte público em São Paulo.







