Na comparação anual, o cenário também não é otimista: a economia apresentou um recuo de 2,1% em relação a fevereiro do ano anterior. Este é um dos menores desempenhos desde setembro de 2024, quando a queda foi de 2,4%. Essa contínua instabilidade reflete a fragilidade econômica do país, que ainda luta contra altas taxas de inflação e uma crise financeira persistente.
Apesar da facilidade em encontrar alguns setores que demonstraram crescimento, como a pesca e a mineração, com aumentos de 14,8% e 9,9%, respectivamente, a maioria dos segmentos enfrentou dificuldades. Entre eles, a indústria de transformação e o comércio se destacam como os setores mais afetados, com reduções de 8,7% e 7%, respectivamente, pressionando ainda mais as tarifas anuais.
O ministro da Economia, Luis Caputo, tentou amenizar os números negativos através de suas redes sociais, apontando que, apesar da queda pontual em fevereiro, a tendência de longo prazo, medida pelo indicador tendência-ciclo, continua em terreno positivo, com um pequeno crescimento de 0,1%. Segundo ele, o ano de 2026 começou com alguns desafios adicionais, como dois dias úteis a menos e uma greve geral que impactou a produção.
O contexto global e as decisões econômicas internas continuarão a influenciar a trajetória da economia argentina, que, após um período de recuperação, parece novamente rumo a um cenário desfavorável. A capacidade do governo de reverter essa situação e restaurar a confiança dos investidores se torna uma questão central para o futuro econômico do país.
