Economia Argentina Enfrenta Recuo de 2,6% em Fevereiro, O Maior desde 2023, Após Dois Meses de Resultados Positivos

Em fevereiro de 2026, a economia argentina enfrentou um retrocesso significativo, registrando uma queda de 2,6% em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC). Este desempenho negativo se torna ainda mais preocupante por ser o maior registrado desde dezembro de 2023 e acontece após dois meses de resultados positivos, que geraram expectativas sobre uma possível recuperação econômica.

Na comparação anual, o cenário também não é otimista: a economia apresentou um recuo de 2,1% em relação a fevereiro do ano anterior. Este é um dos menores desempenhos desde setembro de 2024, quando a queda foi de 2,4%. Essa contínua instabilidade reflete a fragilidade econômica do país, que ainda luta contra altas taxas de inflação e uma crise financeira persistente.

Apesar da facilidade em encontrar alguns setores que demonstraram crescimento, como a pesca e a mineração, com aumentos de 14,8% e 9,9%, respectivamente, a maioria dos segmentos enfrentou dificuldades. Entre eles, a indústria de transformação e o comércio se destacam como os setores mais afetados, com reduções de 8,7% e 7%, respectivamente, pressionando ainda mais as tarifas anuais.

O ministro da Economia, Luis Caputo, tentou amenizar os números negativos através de suas redes sociais, apontando que, apesar da queda pontual em fevereiro, a tendência de longo prazo, medida pelo indicador tendência-ciclo, continua em terreno positivo, com um pequeno crescimento de 0,1%. Segundo ele, o ano de 2026 começou com alguns desafios adicionais, como dois dias úteis a menos e uma greve geral que impactou a produção.

O contexto global e as decisões econômicas internas continuarão a influenciar a trajetória da economia argentina, que, após um período de recuperação, parece novamente rumo a um cenário desfavorável. A capacidade do governo de reverter essa situação e restaurar a confiança dos investidores se torna uma questão central para o futuro econômico do país.

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