Segundo o ministério, o custo do subsídio será compartilhado igualmente entre a União e os estados que concordaram em participar do acordo, totalizando um investimento de R$ 4 bilhões. Dessa quantia, R$ 2 bilhões serão custeados pela União e os outros R$ 2 bilhões ficarão por conta das respectivas unidades da federação. O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou em coletiva de imprensa que está em conversações com os governos estaduais que ainda não aderiram, buscando convencê-los a participar dessa estratégia financeira.
Embora a informação sobre quais estados se recusaram a participar ainda não tenha sido divulgada, a adesão é de caráter voluntário. Isso significa que os estados que optarem por não se envolver não terão suas cotas redistribuídas entre os demais, respeitando assim a autonomia política e administrativa de cada uma das unidades federativas.
Além do subsídio direcionado ao diesel importado, o governo também anunciou um subsídio distinto de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido nacionalmente. Essa segunda medida, que também terá duração de dois meses, representa um investimento total de R$ 6 bilhões, com todos os custos sendo arcados pelo governo federal. O objetivo é incentivar a produção interna, garantindo que os produtores locais não sejam prejudicados diante da competitividade dos combustíveis estrangeiros.
Essas ações, conforme expostas pela Fazenda, são temporárias e excepcionais, visando uma resposta imediata à escalada nos preços e à pressão sobre a inflação. O secretário do Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) relatou que a contribuição financeira dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada uma das regiões, embora os critérios exatos ainda estejam sendo discutidos. Com essas medidas, o governo espera proporcionar um alívio econômico tanto para a população quanto para as empresas que dependem do combustível para suas operações.
