Em nota oficial, a empresa explicou que o número de clientes afetados atingiu picos simultâneos, em virtude das condições climáticas extremas. Durante as 12 horas consecutivas de ventos intensos, que chegaram a 98 km/h em áreas da metrópole, a concessionária tentou restabelecer o fornecimento de energia. Contudo, à medida que reconcetava alguns clientes, outros eram afetados pela força do vendaval, resultando em um número altamente acumulativo de desligamentos. Durante o dia 10, um grande número de consumidores enfrentou interrupções, um fato que foi avaliado após a passagem do ciclone.
A Enel afirma que suas cifras foram auditadas internamente e que a agência reguladora do setor, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi informada sobre a situação no dia 19 de dezembro. A crise provocada pelo apagão gerou reações imediatas das autoridades estaduais e municipais. O governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, cientes da insatisfação da população, iniciaram discussões sobre o rompimento do contrato da Enel. Juntos, eles planejam apresentar um pedido à Aneel para a caducidade da concessão da empresa.
Diante da gravidade da situação, o presidente da República também determinou que uma investigação minuciosa das falhas operacionais da Enel em São Paulo fosse conduzida. Enquanto a crise se desenrolava, mais de 330 árvores foram derrubadas pelo vento, muitas caindo sobre a fiação elétrica e complicando ainda mais a recuperação do fornecimento de luz, deixando milhares de cidadãos sem energia por um período prolongado. A busca por respostas e soluções rápidas é urgente, já que o apagão expôs vulnerabilidades significativas na infraestrutura elétrica da maior cidade do Brasil.
