ECONOMIA – Ante alta nos preços dos alimentos, CNPE decide manter mistura de biodiesel em 14% para conter impacto no bolso do consumidor

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu nesta terça-feira (18) que o percentual de biodiesel misturado ao óleo diesel ficará em 14% para conter a alta no preço dos alimentos. Essa medida visa evitar um possível encarecimento do combustível, o que impactaria diretamente no valor dos produtos alimentícios.

Embora a maior parte do biodiesel no país seja oriunda da soja, um produto majoritariamente destinado à exportação e pouco consumido pela população brasileira, a decisão de manter a mistura em 14% tem o objetivo de manter o preço dos alimentos mais estável. Isso ocorre porque o aumento da mistura para 15% acarretaria em um aumento no custo do transporte de cargas, o que refletiria no preço final dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a importância de priorizar a questão do preço dos alimentos no país. Em nota, ele destacou a necessidade de buscar mecanismos para garantir que o valor dos produtos seja mais acessível para a população, principalmente levando em conta a origem da produção do biodiesel, que tem a soja como matéria-prima principal.

Apesar de ser menos poluente e renovável, o biodiesel é mais caro do que o diesel fóssil. Dessa forma, a elevação do teor de biodiesel na mistura acarretaria em um aumento no valor do combustível na bomba, o que seria prejudicial para o consumidor final.

Vale ressaltar que a Lei Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024, estabelece que a parcela de biodiesel varie entre 13% e 25%. No entanto, desde 2008, a adição de biodiesel ao diesel fóssil é obrigatória como parte de uma política nacional para reduzir a poluição gerada pelo transporte de cargas.

Portanto, a decisão de manter o percentual de mistura em 14% demonstra a preocupação do governo em equilibrar a questão do preço dos alimentos e do combustível, buscando garantir a estabilidade econômica e o acesso da população a produtos essenciais.

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