Esse fluido, fundamental para o processo de perfuração, desempenha um papel vital ao lubrificar e limpar a broca, bem como ao controlar a pressão dentro do poço, prevenindo o colapso das paredes do mesmo. Apesar das garantias da Petrobras de que o material vaza em conformidade com os limites legais de toxicidade, e de que é biodegradável e inofensivo ao meio ambiente, grupos indígenas e ambientalistas manifestaram séria preocupação com a situação.
De acordo com a ANP, a Petrobras deverá substituir todos os selos das juntas do “riser” de perfuração antes de retomar as atividades. O “riser” é um tubo de grande diâmetro que conecta o poço no fundo do mar à plataforma de perfuração na superfície, servindo como extensão temporária do poço e garantindo a segurança das operações.
Além da troca dos selos, a Petrobras terá um prazo de cinco dias para apresentar evidências desse procedimento, incluindo uma análise da adequação da instalação. A ANP também impôs a revisão do Plano de Manutenção Preventiva da Petrobras, com a redução do intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina durante os primeiros 60 dias de operação.
É importante ressaltar que a utilização das juntas de perfuração reserva estará condicionada à apresentação de certificados comprovando que essas juntas foram inspecionadas ou reparadas de acordo com normas regulamentares. A ANP informou que desde o dia 2 de janeiro está auditando o sistema de gestão da segurança operacional da plataforma de perfuração.
Em resposta ao vazamento registrado em janeiro, a Petrobras declarou que tomou todas as precauções necessárias e notificou os órgãos competentes sobre o incidente, salientando que o poço e a sonda em questão permanecem em condições seguras para a operação. Até o momento, a estatal não se pronunciou oficialmente sobre as novas exigências da ANP.
