A mudança se deve à entrada do período chuvoso no Brasil. As previsões para dezembro indicam um aumento na quantidade de chuvas em relação ao mês anterior, o que, em teoria, proporciona melhor capacidade de geração hídrica. No entanto, a Aneel alertou que mesmo com essa expectativa, os níveis de precipitação ainda estão aquém da média histórica para este período do ano. Essa realidade abriu caminho para a alteração da bandeira, embora a dependência de termelétricas para suprir a demanda ainda permaneça crítica.
A agência também destacou que, apesar da contribuição da geração solar, essa modalidade de energia é intermitente e não pode ser considerada uma fonte confiável durante a noite ou nos horários de pico de consumo. O novo cenário tarifário é um respiro para os consumidores após meses de tarifas mais altas, como os registrados em agosto e setembro, onde a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada, resultando em um custo adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Implementado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias foi criado para refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica. Esses custos variam de acordo com a situação hídrica e outros fatores que impactam a produção de eletricidade, oferecendo um sistema que classifica os níveis de tarifas em cores. Com a bandeira verde, não há acréscimos ao valor da conta de energia, mas com a bandeira amarela—ou vermelha—acrescenta-se um valor adicional a cada 100 kWh consumidos.
Essa mudança no sistema tarifário traz alívio financeiro aos consumidores, refletindo a complexidade e a necessidade de um equilíbrio entre diferentes fontes de energia no Brasil. A Aneel continua a monitorar as condições climáticas e a geração de energia para garantir o fornecimento adequado e econômico do recurso vital.
