Desde o dia 1º de janeiro, a China implementou restrições que afetam as importações de carne bovina de diferentes países, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos. Essas medidas têm como objetivo proteger a indústria local e estão previstas para durar três anos. Para o Brasil, a principal preocupação reside na aplicação de uma sobretaxa de 55% sobre as carnes que superarem a cota anual de 1,1 milhão de toneladas. Essa taxa pode afetar significativamente as exportações do Brasil, país reconhecido pela qualidade de sua carne bovina.
Geraldo Alckmin, que ocupa temporariamente a presidência enquanto o presidente Lula participa de um Fórum Econômico Internacional no Panamá, ressaltou a importância do setor pecuário para a economia brasileira. Ele enfatizou não apenas sua relevância econômica, mas também a necessidade de proteger essa indústria diante das novas regras impostas pela China.
Durante o diálogo, Alckmin e Zheng também abordaram aspectos como investimentos nas áreas de infraestrutura, tecnologia, inovação e sustentabilidade. Os dois líderes mencionaram o crescimento da corrente de comércio bilateral, que subiu 8,2% em 2025, alcançando um recorde histórico de US$ 171 bilhões. Essa troca positiva reflete um compromisso mútuo de expandir e diversificar as relações comerciais entre Brasil e China.
Ao final da conversa, o presidente interino convidou Han Zheng a visitar o Brasil na próxima reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), cuja data ainda será definida. Esse convite destaca a intenção de fortalecer os laços entre os países e criar um ambiente propício para o diálogo e colaboração. A reunião poderá ser uma oportunidade crucial para abordar questões pendentes e estabelecer novas parcerias que beneficiem ambas as economias.






