Brasil e México, enquanto as duas maiores economias da América Latina, desfrutam de uma relação comercial robusta, com um intercâmbio que alcançou US$ 13,6 bilhões em 2024. Um dos principais objetivos da visita de Alckmin foi potencializar as negociações comerciais em setores estratégicos, como o agronegócio e a indústria. Acompanhado por uma comitiva de empresários e ministros, incluindo o da Agricultura, Carlos Fávaro, e o do Planejamento, Simone Tebet, o vice-presidente anunciou a assinatura de acordos que visam abrir novos mercados entre os dois países.
Ele destacou que o Brasil se comprometeu a abrir o comércio para três produtos: aspargos, pêssegos e derivados de atum, enquanto o México irá permitir a importação de farinha de ração animal destinada a bovinos e suínos.
Outro aspecto relevante das discussões foi o Pacote contra a Inflação e a Escassez (Pacic), elaborado pelo governo mexicano, que facilita a importação de alimentos para o Brasil. Como o México se tornou o segundo maior destino da carne bovina brasileira, Alckmin ressaltou a necessidade de garantir a continuidade desse esquema enquanto o Brasil trabalha na implementação de rastreabilidade individual da carne, um requisito exigido pelo país vizinho.
Além disso, o vice-presidente mencionou a evolução das conversações que visam atualizar o Acordo de Complementação Econômica nº 53, assinado em 2002, que estabelece a eliminação ou redução de tarifas de importação para cerca de 800 produtos.
Assinaturas em áreas de vigilância sanitária e pesquisa sobre arboviroses também se destacaram na agenda, incluindo colaborações no desenvolvimento de vacinas. A venda de aeronaves da Embraer ao governo mexicano foi outro ponto positivo. O contrato envolve a entrega de 20 jatos das famílias E190 e E195 à Mexicana de Aviación. Alckmin mencionou o potencial de expandir parcerias para a venda do cargueiro KC-390, uma aeronave de múltiplas funções fabricada pela Embraer, que pode desempenhar papéis importantes em missões humanitárias e de busca e salvamento.
A visita de Alckmin ao México, com sua multiplicidade de encontros e acordos, aponta para uma estratégia de estreitamento das relações bilaterais, com benefícios econômicos e sociais esperados para ambos os países.