ECONOMIA – Alagoas registra alta na subutilização da força de trabalho no primeiro trimestre de 2026 – com Jornal Rede Repórter

A taxa composta de subutilização da força de trabalho em Alagoas subiu para 26,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo IBGE por meio da PNAD Contínua Trimestral. No trimestre anterior, o índice era de 25,1%.

O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que integram a chamada força de trabalho potencial. Em números absolutos, o contingente passou de cerca de 380 mil para aproximadamente 390 mil pessoas no estado.

Com o resultado, Alagoas aparece com a terceira maior taxa de subutilização do país, atrás apenas do Piauí (30,4%) e da Bahia (26,3%).

Os dados também mostram que a taxa de desocupação em Alagoas ficou em 9,2% entre janeiro e março deste ano, o equivalente a cerca de 121 mil pessoas sem trabalho. O percentual representa aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025, quando a taxa era de 8,0%.

Na comparação nacional, a taxa de desemprego do Brasil foi de 6,1% no mesmo período.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o aumento da desocupação no primeiro trimestre costuma ocorrer em razão do encerramento de contratos temporários após o fim do ano.

“É importante lembrar também que outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demonstrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano”, afirmou.

O levantamento aponta ainda que cerca de 361 mil trabalhadores atuavam com carteira assinada no setor privado em Alagoas no primeiro trimestre. Já o número de trabalhadores na informalidade foi estimado em aproximadamente 506 mil pessoas.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados no estado ficou em R$ 2.536, sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior ou ao mesmo período do ano passado.

Entre os setores da economia, houve redução principalmente nas atividades de alojamento e alimentação, enquanto construção civil e indústria apresentaram estabilidade no período.

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