A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressaltou que essa aprovação representa um passo significativo para o fortalecimento da indústria nacional e para intensificar a inserção do Brasil no mercado global. De acordo com dados da CNI, em 2024, foi constatado que, para cada R$ 1 bilhão em produtos exportados ao bloco, foram gerados cerca de 21,8 mil empregos, além de movimentar R$ 441,7 milhões em salários e R$ 3,2 bilhões em produção.
Ricardo Alban, presidente da CNI, enfatiza a importância do acordo, afirmando que este avanço cria um ambiente político indispensável para que o tratado se torne realidade e se converta em oportunidades concretas para o comércio e investimento. A CNI também destacou potencial para estreitar relações comerciais com países do Leste Europeu, como Polônia e República Tcheca, que apresentam fluxos comerciais modestos com o Brasil, mas que podem ser significativamente ampliados.
A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) igualmente valoriza o acordo, considerando-o um marco estratégico, capaz de expandir o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo e fomentar investimentos e inovação no setor. A Abiquim acredita que o tratado pode reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado, criando um ambiente favorável para novas iniciativas, especialmente nas áreas de bioeconomia e energia limpa.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) expressou seu entusiasmo com o acordo, apesar de reconhecê-lo imperfeito. O presidente da entidade, Paulo Skaf, destaca que os desafios agora se concentram na necessidade de inovação e aumento da produtividade das empresas brasileiras para competir no mercado europeu.
As expectativas para o comércio eletroeletrônico são otimistas, com previsões de crescimento entre 25% e 30% nas exportações para a Europa nos próximos anos, possibilitando a diversificação dos fornecedores industriais. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) vê na assinatura do acordo uma oportunidade de atração de investimentos, beneficiando não apenas o Brasil, mas toda a América do Sul, em um cenário internacional aceleradamente competitivo.
Entidades do setor agrícola também consideram o acordo como uma oportunidade relevante, embora expressem preocupações sobre a proteção de cadeias produtivas locais frente às exigências do novo cenário de comércio. A aprovação do tratado, portanto, é encarada como um marco diplomático e produtivo, mas requer diálogo contínuo entre os países para garantir que os benefícios sejam amplamente distribuídos na sociedade.
