O valor do abono varia de R$ 136 a R$ 1.621, dependendo da quantidade de meses trabalhados ao longo de 2024. O pagamento do benefício seguirá um calendário escalonado, que se estenderá até 2026, organizado de acordo com mês de nascimento dos beneficiários.
Dentre os trabalhadores contemplados neste lote, 1,8 milhão são da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), recebendo seus pagamentos pela Caixa Econômica Federal, o que representa um total de R$ 2,29 bilhões. Além disso, 217,2 mil são servidores públicos afilados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), com pagamento gerido pelo Banco do Brasil, totalizando R$ 301,9 milhões.
Para ter direito ao abono salarial, o trabalhador deve atender a algumas condições: estar inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado por no mínimo 30 dias com carteira assinada em 2024, ter recebido uma remuneração média mensal limitada a R$ 2.766 no ano-base e ter os dados devidamente informados pelo empregador no sistema e-Social. Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono pode variar até um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos que viabilizam o pagamento provêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com gestão e habilitação do Ministério do Trabalho e Emprego.
O pagamento para os trabalhadores do PIS será realizado prioritariamente por meio de depósitos em contas da Caixa, enquanto servidores do Pasep poderão receber via transferência bancária ou em agências. Para aqueles que não possuem conta, são oferecidas alternativas de saque em lotéricas e agências.
Os trabalhadores interessados em consultar informações sobre o valor, a data de pagamento e a habilitação do abono podem fazê-lo por meio de diversos canais, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o portal Gov.br, atendimento telefônico e pelos aplicativos da Caixa. A expectativa é que até 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores tenham acesso ao abono salarial, o que representa um relevante alívio financeiro para muitos.
