No extremo norte da Rússia, os primeiros a testemunhar o eclipse aguardaram ansiosamente por esse momento único. A obscuridade permitiu que apenas a coroa solar, uma resplandecente camada externa, fosse visível, criando um contraste impressionante com a escuridão ao redor. À medida que o fenômeno avançava, locais como Groenlândia e Islândia também puderam desfrutar dessa visão deslumbrante.
Na Europa, a Espanha se destacou como o país com maior variedade de pontos de observação. Em vilarejos espanhóis, multidões se reuniram, especialmente porque o reino ibérico não havia experimentado um eclipse solar total desde 1912, e não verá outro até 2144. Um dos melhores locais para a observação foi Gijón, nas Astúrias, onde o eclipse durou impressionantes 1 minuto e 46 segundos. Outras cidades, como Burgos e Maiorca, também se destacaram, contribuindo para uma experiência memorável para os espectadores.
A Islândia, por sua vez, recordou o que era ver esse raro fenômeno. O “Sol negro” pôde ser apreciado por até 2 minutos e 10 segundos, uma duração excepcional, enquanto Reykjavik, a capital, teve sua primeira experiência em 590 anos, ainda que por apenas 1 minuto e 1 segundo.
Na Itália, no entanto, a definição do espetáculo não foi igual. O eclipse coincidiu com o pôr do sol, dificultando a observação de sua totalidade. Belluno, no Vêneto, registrou uma cobertura de 94,8%, enquanto Palermo, no sul, ficou com apenas 40,4% do disco solar coberto.
Para os brasileiros, a decepção foi palpável, já que o fenômeno não foi visível no país. A expectativa agora é por futuros eclipses: o próximo eclipse solar total está agendado para 2 de agosto de 2027, sendo mais visível no sul da Espanha, norte da África e Arábia Saudita. O Brasil, por sua vez, deverá aguardar até 12 de agosto de 2045 para uma nova oportunidade de observar a Lua encobrindo o Sol por completo, prometendo novamente momentos de encantamento e fascínio.
