Esse resultado é um reflexo do trabalho contínuo da gestão coletiva, que tem se empenhado em diversificar sua base de usuários e formalizar novos contratos. Além disso, a recuperação de inadimplências históricas e a incorporação de tecnologias avançadas para a captação e identificação de músicas foram fundamentais. Esses avanços possibilitaram que um volume maior de execuções musicais fosse computado, abrangendo apresentações em shows, plataformas digitais e emissoras de rádio e televisão.
Os serviços digitais despontaram como o principal motor da distribuição do Ecad, representando 28% do total repassado no semestre. A crescente quantidade de dados gerada por essas plataformas contribuiu para o aprimoramento dos processos de identificação das obras executadas. Os resultados das distribuições da Rádio (15,9%), Shows (15,1%) e TV Aberta (15,1%) também foram significativos.
O segmento de Shows, em particular, registrou a distribuição de R$ 151 milhões em direitos autorais, o que representa um crescimento de 25,4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Esse desempenho pode ser atribuído à modernização dos processos de recebimento e tratamento de roteiros, com a automatização permitindo um aumento considerável na quantidade de roteiros recebidos mensalmente.
Apesar dos avanços, a gestão coletiva do Ecad permanece atenta aos desafios que ainda persistem, com foco na redução da inadimplência, especialmente por parte dos entes públicos. A expansão da distribuição em segmentos como Sonorização Ambiental e o desenvolvimento de novas ferramentas baseadas em inteligência artificial para a identificação automática das obras também estão na agenda de prioridades.
Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad, enfatizou o esforço contínuo da instituição. Segundo ela, a gestão coletiva está comprometida em superar os obstáculos que muitas vezes passam despercebidos para o público leigo. “Por trás desses números estão investimentos em tecnologia e um esforço conjunto das associações de música e do Ecad para garantir que os criadores recebam a remuneração justa pelo uso de suas obras. Embora ainda haja muito a ser feito, seguimos no caminho da evolução para tornar a distribuição mais justa e eficiente”, concluiu.





