Duda Salabert Alerta sobre Avanço do Fascismo e Crise Global Durante Ato da Esquerda em Belo Horizonte

Belo Horizonte – Em um cenário político global tenso, a deputada federal Duda Salabert, do PSOL-MG, analisa as atuais dificuldades enfrentadas pelo governo Lula e pela esquerda brasileira, atribuindo essas questões à maior crise do capitalismo da história. Em entrevista durante uma manifestação do Dia do Trabalhador, que ocorreu em Belo Horizonte, Salabert enfatizou que o crescimento do fascismo e a possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras representam um sério risco para a democracia.

“A crise atual é um reflexo de um cenário internacional alarmante, onde observamos uma erosão dos direitos trabalhistas e a ascensão de governos autoritários”, alertou a deputada. Ela citou Donald Trump como uma figura emblemática deste retrocesso e mencionou crises interligadas, como a climática e a de direitos humanos, que impactam diretamente a luta social no Brasil e em outras partes do mundo. Salabert destacou a importância de resistir a essas movimentações adversas e defender os direitos conquistados ao longo dos anos.

A parlamentar ainda expressou otimismo com o progresso em discussões no Congresso referentes ao fim da escala 6×1, um sistema que, segundo ela, compromete a qualidade de vida do trabalhador. Contudo, alertou que os avanços precisam ser acompanhados de uma pressão constante para aprovação de outras pautas, como o combate à pejotização.

Sobre o cenário eleitoral em Minas Gerais, Duda Salabert deixou claro que não aceita o apoio ao senador Rodrigo Pacheco, visto como a representação de um modelo econômico neoliberal semelhante ao de Romeu Zema. “Precisamos de uma alternativa real, e este modelo não é o que queremos para o nosso estado”, afirmou, referindo-se à necessidade de um perfil político que se distancie das práticas neoliberais.

Apesar de ter se desligado do PDT, a deputada manifestou apoio à pré-candidatura de Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, embora tenha ressaltado que ele também não é o “candidato dos sonhos”. Em uma perspectiva mais crítica e estratégica, Salabert afirmou: “Para vencer um adversário complicado, é preciso ter um candidato forte. O Kalil pode não ser ideal, mas é a alternativa que temos contra uma visão nefasta e retrógrada representada pelo Zema”.

Ela sintetiza o clima de tensão atual com a certeza de que as eleições deste ano não serão apenas uma disputa política, mas uma luta pela preservação da democracia e dos direitos dos cidadãos, ameaçados por uma crescente onda de extremismos em nível global.

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