Recentemente, um dos destaques dessa estratégia foi o lançamento bem-sucedido de um drone de asa fixa do tipo FPV Molniya-2, que foi direcionado para alvos na região de Kherson. Após o lançamento, o controle do drone é transferido para um operador localizado dentro de um bunker subterrâneo, que não é visível do ar e é projetado para resistir a impactos diretos de projéteis inimigos.
Os operadores também têm a capacidade de montar drones de ataque diretamente no bunker, onde são ajustados para enfrentarem o espectro da guerra eletrônica imposta pelo exército ucraniano. Esse método não só permite uma rápida resposta a demandas específicas do campo de batalha, mas também proporciona um espaço seguro para a montagem e operação dos veículos aéreos não tripulados.
Durante a montagem, os engenheiros e técnicos utilizam componentes transportados em veículos todo-terreno, os quais são equipados com sistemas de guerra eletrônica e defesa contra drones. Uma vez montados, os drones de ataque são equipados com cargas explosivas, como bombas de fragmentação, que têm a intenção de neutralizar efetivamente as instalações inimigas, incluindo bunkers e pontos estratégicos.
A escolha por operar a partir de bunkers e manter uma estrutura de comunicação robusta é uma estratégia deliberada para garantir que os operadores permaneçam fora da linha de fogo e evitem detecções. Essa abordagem está alinhada com as novas necessidades do campo de batalha moderno, onde a furtividade e a adaptabilidade se tornam cruciais para a eficácia das operações.
Dessa maneira, os operadores de drones russos não apenas contribuem para o esforço de combate, mas também estabelecem um novo padrão de operação, utilizando tecnologia avançada e táticas de guerra adaptativas para superar desafios na zona de guerra volátil que caracteriza a atual situação entre Rússia e Ucrânia.






