Drone atinge usina nuclear em Barakah, UAE, levantando preocupações sobre segurança e tensões regionais; investigações sobre o ataque estão em andamento.

Um incidente significativo ocorreu neste domingo (17) nas proximidades da usina nuclear de Barakah, localizada nos Emirados Árabes Unidos. Um drone foi registrado ao atravessar a fronteira ocidental do país, vindo de uma área que fica longe do Irã, mas próxima da Arábia Saudita e do Iêmen. O Ministério da Defesa emiradense confirmou a informação em um comunicado oficial, destacando a ocorrência de três drones que penetraram no espaço aéreo nacional.

Destes três, dois foram interceptados com sucesso pelas forças de defesa, mas um terceiro conseguiu atingir um gerador elétrico situado fora do perímetro interno da usina. A instalação nuclear, na região de Al Dhafra, é vital para o programa energético dos Emirados e responde por aproximadamente 25% da demanda elétrica do país.

Após o impacto do drone, um incêndio foi registrado no gerador, mas as autoridades relataram que o fogo foi prontamente controlado. Não houve vítimas e os níveis de segurança radiológica permanecem inalterados, conforme as fontes oficiais. O Ministério da Defesa dos Emirados informou que esteja em andamento uma investigação detalhada para determinar a origem deste ataque, prometendo a divulgação de mais informações após a conclusão do inquérito.

As Forças Armadas dos Emirados têm se mostrado “plenamente preparadas” para responder a quaisquer ameaças à segurança nacional e a ações que possam comprometer a estabilidade do país. Essa disposição reflete um contexto regional de crescentes tensões, especialmente entre o Irã, Israel e os Estados Unidos.

Ainda que as autoridades de Abu Dhabi não tenham atribuído oficialmente a autoria do ataque, a direção dos drones aponta para uma origem que coincide com áreas que já enfrentaram conflitos relacionados ao Iêmen. Esse cenário transforma o incidente em uma preocupação relevante para a segurança não apenas da usina nuclear, mas também da estabilidade regional. O governo dos Emirados segue vigilante, monitorando as repercussões deste evento em um ambiente geopolítico cada vez mais volátil.

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