Na última semana, a Corregedoria cumpriu mandados de busca e apreensão na região, conforme confirmou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). De acordo com a SSP, o caso tramita em sigilo, e detalhes adicionais não foram divulgados, uma vez que as investigações estão em fase de apuração.
O inquérito revela que os policiais formavam um grupo organizado, com divisão de funções e participação ativa de diferentes patentes. A pressão financeira sobre os traficantes variava, com cobranças que podiam ultrapassar R$ 6 mil por semana em pontos de venda de drogas, conhecidos popularmente como “biqueiras”. Outras evidências apontam para extorsões que giravam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, dependendo do ponto em questão.
As trocas de dinheiro normalmente aconteciam às sextas-feiras, em locais previamente acordados via WhatsApp, geralmente em áreas isoladas na proximidade da Rodovia Raposo Tavares, onde um cabo da PM foi identificado como o responsável pela retirada dos valores, utilizando um veículo particular.
Os policiais também eram acusados de se apropriar de drogas durante abordagens. Um exemplo notável é o relato de que uma equipe liderada pelo 1º sargento apreendeu substâncias avaliadas em R$ 9,7 mil e depois foi ao local exigir pagamento para não prender os envolvidos.
Além de extorsão, o inquérito menciona violência e manipulação de provas. Algumas vítimas relataram agressões durante as abordagens, e há registros de ameaças a testemunhas para silenciar possíveis colaborações com as investigações.
Embora a Corregedoria tenha identificado outros policiais cujas ações estão sendo examinadas, o caso ainda não foi encerrado, e as investigações são apresentadas com a ressalva de que todos os indícios devem ser rigorosamente apurados. A SSP destacou que nenhuma prisão foi registrada até o momento, e não confirmou se os envolvidos foram afastados de suas funções. A continuidade das investigações é fundamental para que se esclareçam as responsabilidades individuais no âmbito da corporação.







