Dourados Enfrenta Surto de Chikungunya com 1.638 Casos e Mobiliza Autoridades para Combater Aedes Aegypti e Proteger População Indígena.

Dourados Luta Contra Surto de Chikungunya com Mobilização de Autoridades e Comunidade

Dourados, no Mato Grosso do Sul, enfrenta um grave surto de chikungunya, com a cidade registrando 1.638 casos prováveis e 780 confirmações. A taxa de positividade dos testes é alarmante, atingindo 78,15%, o que significa que a cada dez testes realizados, quase oito apresentam resultado positivo. Neste cenário crítico, 37 pessoas estão internadas e cinco óbitos foram confirmados, com idades variando de um mês a 73 anos.

A área mais afetada é a aldeia Bororó, onde 147 casos foram confirmados, e todas as mortes ocorreram na Reserva Indígena. Em resposta ao crescimento do número de infecções, autoridades sanitárias em diferentes níveis de governo atuam em conjunto para combater o mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, Zika e chikungunya.

Nos primeiros meses de 2026, o Brasil noticiou 20.615 casos prováveis de chikungunya, com 15 mortes confirmadas e outras 15 ainda em investigação. O Mato Grosso do Sul, especificamente, viu um aumento significativo nos casos, de aproximadamente 1.800 em 2025 para 3.237 neste ano, gerando preocupação em Dourados, que é um dos municípios mais impactedores.

O prefeito de Dourados, Marçal Filho, reforçou a importância da colaboração da população para eliminar pontos de água parada que favorecem a reprodução do mosquito. Ele destacou que a grande quantidade de lixo acumulado em terrenos baldios e quintais contribui para o agravamento da situação, criando um ambiente ideal para a proliferação dos insetos.

Além das ações locais, o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 900 mil para auxiliar no combate ao surto. Esse valor será utilizado para ampliar as estratégias de vigilância da saúde, controle do mosquito e apoio a equipes de atendimento.

Uma das novas medidas implementadas em Dourados envolve a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), desenvolvidas pela Fiocruz. Essas armadilhas atraem mosquitos, que entram em contato com larvicida, ajudando a diminuir a população do Aedes aegypti. Inicialmente, foram colocadas 300 armadilhas, com um total de mil unidades previstas para os próximos dias.

Apesar da eficácia dessas estações, especialistas enfatizam que a participação da comunidade é essencial para a erradicação dos criadouros. A busca ativa por agentes de saúde nos territórios indígenas, onde a chikungunya está se espalhando, também é uma prioridade, conforme declarado pelo diretor da Força Nacional do SUS.

A tarefa de controle da arbovirose em Dourados é complexa e requer um esforço conjunto da população e das autoridades. O município está em estado de emergência e planeja a contratação de novos agentes de combate a endemias para intensificar as ações de prevenção e atendimento. Com essa mobilização, Dourados espera reverter a tendência de aumento de casos e salvar vidas.

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